Bárbara Lemos
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MAIS UM SUSTO…

MAIS UM SUSTO…

Quando nada fazia prever, vivemos mais um susto. Fazer até fazia porque eu andei a semana toda a dizer que algo se passava, que estava estranha, falei imensas vezes com as terapeutas sobre isso, mas nunca me passou isto pela cabeça. Hoje a Rafa acordou por volta das 07h a choramingar muito, um choro parecia de dor, fui ao quarto e disse-lhe: “bom dia fofinha”.. A resposta dela foi “qué cama da mamã, a óóó”… Hum, achei super estranho. Depois de uma noite inteira, pedir-me para ir para a minha cama dormir? Mas lá fomos.. Ficou abraçadinha a mim o tempo todo, a dar-me beijinhos, confesso que foi delicioso, mas ao mesmo tempo estranho.. Pediu-me leite e bolachas e comeu tudo e voltou a ficar abraçada a mim… Chamei o Ricky e disse-lhe isso mesmo, que algo se estava a passar. E apenas uns 2/3 min depois, ela começa a ficar aflita e vomita tudo. Mas o que em qualquer pessoa tem uma fácil resolução, na Rafinha não. Felizmente fruto dos episódios passados temos em casa uma máquina para medir a glicémia e a cetonémia e foi aí que vi que a Rafa não estava bem: glicémia a 55 e cetonémia a 3.6… conclusão: toca a vestir e ir já para o hospital pediátrico. No entretanto ainda houve mais um vómito e uma ameaça ao chegar ao hospital.

Mas se escrevo quando tudo corre mal, também tenho de contar quando tudo corre bem. Assim que entrei na triagem percebi que as coisas iam correr bem, a enfermeira é uma querida e já conhece a história da Rafinha, viu-a no primeiro internamento com episódios destes em Setembro. Foi-lhe dada de imediato prioridade laranja e entramos logo. Quando vi a médica, ainda fiquei mais feliz. Também ja a conhecia de outros internamentos e é de facto uma pediatra FANTÁSTICA… E além disso estava também a pediatra que nos acompanhou no internamento de Dezembro que também tinha sido espectacular. Foi logo vista, foi logo posta com o EMLA para o soro mas começou logo com eletrolitos, glicose, toda a medicação necessária para parar os vómitos e para a hidratar e repor os valores. E começou logo a ficar melhor. Passamos a manhã toda no hospital. Na hora de almoço quiseram que comesse algo: comeu a sopa toda, comeu um pacote de bolachas (era para comer pelo menos 1 mas claro, a nossa monstrinha das bolachas comeu-as todas lol) e já estava completamente diferente. Desta vez não perdeu os reflexos, não entrou em hipotonia muscular, apenas uma fraqueza generalizada. Mas acham que o susto passou? Não…

Quando foram controlar os níveis de glicose no sangue (que estava inicialmente a 55), veio um resultado assustador. Primeiro 420!!! Acharam que seria erros, foram lavar e desinfectar bem as mãozinhas da Rafa para repetir, mas mesmo assim os valores estavam muito perto dos 300!!!! Então entra-me em hipoglicémia primeiro e depois fica com um valor ALTISSIMO próprio de um diabetes totalmente descontrolada? Enfim… Aguardamos então mais umas horas e começou a baixar e está neste momento normal.

Já está em casa e vamos monitorar nos próximos dias. Temos de voltar ao mais pequeno sinal. Confesso que tenho medo desta noite, em dezembro aconteceu o mesmo, veio para casa porque já estava bem e no dia seguinte piorou drasticamente. Mas vamos acreditar que desta vez vai ser diferente.

 

Um domingo atribulado portanto. Mas não podemos esquecer que temos outra filha e tentamos não descurar em nada as atenções sobre ela. Conseguimos entre mim e o Ricky dividir-nos para a Kika poder ir ao treino de ginástica, ao almoço teve a pizza de pimentos que ela tanto gosta, de tarde conseguiu ir à festa da amiguinha Vi, e quando chegou e viu que a irmã estava em casa foi a loucura entre as 2, muitas brincadeiras, muitos mimos, e adormeceram as 2 abraçadinhas…

Só para verem a diferença entre um bom profissional, a própria pediatra ligou-nos ao final da tarde para saber se os valores estavam melhores. Um pequeno aparte. Nós vivemos na cidade dos doutores e mete-me um pouco de confusão a necessidade do Dr. antes do nome. Da última vez que fui ao hospital com a Rafa por causa da reacção alérgica tive de ligar para as urgências porque o medicamento que tinham passado estava esgotado e quando o interno de pediatria me atendeu o tel identificou-se como o “DR. Qualquer coisa”… a médica que me ligou hoje identificou-se apenas com o nome e dp acrescentou “a pediatra que viu a Rafaela nas urgências”. São preciosismos, eu sei… mas mostra tanto sobre cada pessoa!!!

E pronto, vamos dormir (ou tentar dormir) e esperar que corra tudo bem.

Continuamos sem saber o porquê destes episódios, e preocupa-me muito porque afecta-lhe imenso e não sei que tipo de sequelas pode deixar. Se alguém conhecer alguém que tenha este tipo de episódios e nos possa ajudar, agradecemos imenso…

 

 

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