Bárbara Lemos
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O nascimento da Frederica

MÃE PELA PRIMEIRA VEZ

Foi ao início da tarde do dia 07 de Junho de 2013 que a vi pela primeira vez: amor à primeira vista!

Foram 42 semanas de gravidez, estava tão bem na minha “barriguinha” que não queria mesmo sair. Eu bem caminhei, até as escadas monumentais aqui em Coimbra fui subir… mas nada. Liguei à dra. C e lá fomos para a maternidade para começar a indução do parto mas nem assim… estávamos ansiosos que nascesse porque 2 dias depois o papá e o avô Orlando iam para a Escócia e a avó Mími ia para Barcelona e eu queria muito que cá estivessem no dia em que nascesse. Foi só no dia seguinte, e depois de quase 36h na sala de partos em que até uma reacção adversa à epidural tive e sofri com dores horríveis, que houve uma mudança de planos e lá fui eu para o bloco operatório para uma cesariana. E foi fácil? Não, foi uma cesariana muito difícil, muito demorada e mesmo assim a minha bebé teve de ser puxada com ventosas! Tive a sorte de poder ter a minha irmã do meu lado e que força me deu Se foi uma experiência terrível? Foi… mas todas as dores e desconfortos passaram assim que a vi: a minha primeira filha, FREDERICA.

Um sonho tornado realidade: ser MÃE!

Uma bebé linda e muito calminha.. logo no 2.º dia o papá teve de ir embora (ele não queria, eu é que obriguei), assim como o avô Orlando e a avó Mimi mas confesso que eu estava tão deliciada com a minha bebé que só queria aproveitar cada minuto com ela. Os primeiros 5 dias foram muito tranquilos, muito dorminhoca e muito comilona. Passava a maior parte do tempo a dormir e quando estava acordada a maior parte das vezes só abria 1 olhinho… era estranho mas era linda na mesma.. ao 5.º dia percebi que algo não estava bem, um ruído estranho ao respirar.. e assim tive de ir pela primeira vez para as urgências do Hospital Pediátrico e a minha bebé foi internada. Não foi fácil ter de ligar ao Ricardo que estava a milhares de quilómetros de distância e dizer que a bebé ia ser internada. Chorei muito, mas tive a minha irma sempre do meu lado a apoiar-me… descobrimos então que a minha bebé pequenina tinha um pequeno problema cardíaco e um grande problema oftalmológico. Foi assim que ao 6.º dia de vida tive o diagnóstico: da parte cardíaca uma CIA (comunicação interauricular) e uma CIV (comunicação interventricular); da parte oftalmológica foi diagnosticado uma ptose palpebral e um síndrome de Marcus Gunn. Foi uma semana muito complicada a nível psicológico, o não saber as implicações no futuro da minha filha, chorei muito mas bastava olhar para a minha bebé para ganhar energias para ultrapassar todas as barreiras que pudessem aparecer….

O que é Síndrome de Marcus Gunn?

A síndrome sincinética mandíbulo-palpebral de Marcus Gunn caracteriza-se, classicamente, pela presença de ptose palpebral congénita que reverte com a mobilização da mandíbula. Admite-se que exista um mau direcionamento neuronal congénito dos axónios motores do nervo trigémeo do músculo pterigoideo externo (responsável pela depressão e protusão da mandíbula) para o músculo levantador da pálpebra, que condiciona a retração da pálpebra quando o doente contrai o músculo pterigoideo homolateral, por exemplo, durante os movimentos de sucção e abertura ou lateralização da mandíbula. O espetro de manifes- tações clínicas é amplo, podendo cursar com movimentos de elevação da pálpebra superior desencadeados pela mobilização da mandíbula, sem ptose. (In Acta Pediátrica)

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